Quarta-feira, 6 de Fevereiro de 2008

Mudando de "Casa"

Informo a todos os meus estimados leitores que, a partir de hoje (06 de fevereiro) o blog Palavras Apenas passa a ter um novo endereço. Tomem nota:

http://palavrasapenas.wordpress.com

A "casa" é nova, o visual é diferente, mas o conteúdo, prometo, será o mesmo, visando melhoras. ;-)

Nem precisa dizer que todos os posts passados do Palavras Apenas estão disponíveis também no novo blog.

Paz e Bem!

Segunda-feira, 4 de Fevereiro de 2008

Igreja, Família e Matrimônio no Brasil e na Alemanha


Enquanto, no Brasil, assistimos aos bispos da CNBB se posicionando de formas nada ortodoxas, pra não dizer nada cristãs (cf. o post Ceenebê Dubê mostra a cara, no blog O Possível e O Extraordinário), na Alemanha, os bispos iniciaram uma louvável campanha no intuito de promover o Matrimônio e a Família.

O nome da campanha da Igreja alemã é "Viver juntos o amor", e oferecerá, durante três anos, acompanhamento espiritual, cursos de formação e acesso aos sacramentos para casais e famílias.

Segundo informações do Cardeal Arcebispo de Berlim, Dom Georg Sterzinsky, nos últimos 18 anos as celebrações de Matrimônio religioso diminuíram para menos da metade na Alemanha. Entre os motivos para tal diminuição, o Cardeal citou o afastamento das pessoas da Igreja, o aumento do número de casais em que cada cônjuge professa uma fé diferente, e a pouca disposição que os casais jovens têm para o matrimônio.

Os motivos citados pelo Cardeal são comuns não só na Alemanha, mas podem ser perfeitamente observados também aqui no Brasil. E mais do que nunca, nos últimos tempos o matrimônio e a família, como se não bastasse serem desprezados pelos católicos, são massivamente combatidos pela mídia e pelo próprio Estado (cf. últimos posts sobre a luta do Arcebispo de Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, contra a distribuição de pílulas abortivas pelo Estado em sua diocese, durante o carnaval).

Acrescente-se a isso o fato de que no Brasil, país "tradicionalmente" católico, grande parte dos casais se casam na Igreja justamente por uma simples "tradição". Ou pra agradar a família, ou por uma fantasia da noiva de entrar de branco em uma Igreja, ou qualquer outro motivo diverso da verdadeira motivação que deveria levar os noivos até o altar: o desejo livre de confirmar um sacramento, e de fazer votos de um amor livre, total, fiel e fecundo. Votos que são, na maioria das vezes, ignorados.

Como não podemos esperar tanto da nossa "Ceenebê Dubê" - como ironiza o Wagner Luís - nós católicos, casados ou não, devemos fazer nossa própria campanha, a exemplo da Igreja da Alemanha. Conscientes da nossa missão dentro da família (como filhos, como pais, ou como esposos), devemos ser "sal da terra e luz do mundo" (cf. Mt 5,13-16), e temperar e iluminar nossa sociedade tão massacrada pelas tentativas de erradicação dos valores e da fé cristãos. Só assim poderemos, um dia, vislumbrar um mundo transformado pelo amor de Deus, que está em Cristo. Só assim poderemos contemplar o Reino de Deus, que virá com Cristo!

Paz e Bem!

LEIA MAIS:

Ciência vs. Religião / Fé vs. Razão

Há apenas alguns dias, o Papa foi obrigado a cancelar um discurso que faria na abertura do ano letivo da Universidade "La Sapienza", em Roma, devido a uma manifestação contrária de alunos da Universidade, e de parte dos docentes contra a presença de "uma voz religiosa e obscurantista como a do Papa" dentro da Universidade. Os manifestantes falavam a favor da Ciência e da Razão, contra a Igreja, acusando-a de colocar a Fé acima da Razão.

Grande mentira, desnecessário dizer. Pra qualquer um que estude o assunto de forma isenta, fica claro que a Igreja nunca defendeu que a Fé deve estar acima da razão, mas sim, que ambas têm o mesmo peso, e qualquer desequilíbrio entre as duas pode causar sérios danos à alma humana:

"A fé e a razão ('fides et ratio') constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade. Foi Deus quem colocou no coração do homem o desejo de conhecer a verdade e, em última análise, de O conhecer a Ele, para que, conhecendo-O e amando-O, possa chegar também à verdade plena sobre si próprio (cf. Ex 33, 18; Sal 2726, 8-9; 6362, 2-3; Jo 14, 8; 1 Jo 3, 2)." -- João Paulo II, na Carta Encíclica Fides et Ratio

O problema é que tanto os estudantes daquela universidade quanto a mídia em geral, adoram mostrar ao mundo inteiro os perigos de se submeter a razão à fé, mas jamais evidenciam os efeitos do processo contrário, ou seja, de se exaltar e valorizar a ciência e a razão em detrimento da fé.

Para mostrar o quão perniciosa pode ser a ciência quando ela não está amparada pela moral e pela ética religiosa, publico aqui este artigo de Cristiane Rozicki. Leiam:

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A indústria da morte: cenário Frankenstein
Dos corpos de mortos cardíacos a fetos abortados e a nova indústria de células-tronco
por Cristiane Rozicki
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Há mais acontecendo neste planeta tecnologicamente tão evoluído, no entanto, estupidamente canibalesco, onde a indústria da morte está escondida inclusive nas falsas polêmicas que chegam à mídia oficial diante dos olhares da população e na oferta de procedimentos cirúrgicos de cosmética, beleza e protética dentária. Ainda existe o mercado do transplantes de pele nos casos de queimados (BARBER, N. 2001, p. 37-39):

“há uma indústria escondida para a qual não são apresentadas estatísticas publicamente e as agências de doação (de órgãos humanos e outras partes do corpo) fingem surpresa e raiva quando perguntadas por isto”.

Este é o mercado para doadores de corpos de pessoas completamente mortas, nos quais os corações e tudo o mais parou. “São pessoas chamadas de doadores mortos cardíacos. Eles estão realmente mortos”.

“Os órgãos vitais delas não são usados devido a deterioração durante o processo agonizante. Mas os corpos daquelas pessoas completamente mortas ainda são matéria-prima para atividades cirúrgicas que variam de substituições de válvula de coração a procedimentos triviais como cirurgia cosmética”.

“(...) a indústria é alimentada por partes importadas de corpos, produtos colhidos de americanos mortos’’.

Existe interferência governamental para estimular a doação dos corpos dos mortos. Em 1998 Clinton conseguiu legislação que fez hospitais norte-americanos receberem pagamentos (para os gastos de ordem médica) “para pressionar os parentes do defunto a assinar formalmente o consentimento para várias formas de coleta. Isto aumentou o número de mortos cardíacos doados para a coleta (...)”. Poder “Valer mais Morto do Que Vivo”? (BARBER, .N. 2001. p. 37-38).

Há mais para observar. Tratam-se de fatos relacionados com a legalização do aborto e muito bem aproveitados nos setores voltados ao mercado dos produtos de beleza, entre outros, tais como cirurgias para aumentar o tamanho do pênis, usando pedaços de corpos humanos, de pessoas mortas (BARBER, N. 2001, p. 38). A indústria de cosméticos utiliza fetos abortados (BARBER, N. 2001, p. 37). E até acontece o uso das células dos fetos abortados em injeções para um suposto rejuvenescimento neuronal, isso visando os doentes de Parkinson e Alzheimer (BARBER, N. 2001, p. 104). Neste último caso da utilização das células de fetos, é desconsiderando que a cura do Mal de Parkinson já foi descobeta [1].

Mercados que terão e têm consumidores certos nos países ricos, e grandes países fornecedores de matéria-prima. As nações do terceiro mundo e chamadas em desenvolvimento que admitirem a legalização do aborto serão fornecedoras certos de fetos (entre outras partes de corpos humanos). O Brasil por exemplo, já conhecido no negócio internacional do tráfico de órgãos humanos [2], está na lista dos possíveis fornecedores de fetos às indústrias de cosméticos e muito mais. Em “Cenário ou Enredo Frankstein”, da obra “The Nasty Side Of Organ Transplanting - The Cannibalistic Nature of Transplant Medicin”, p. 104, obra de Norm Barber: “O Lado Sórdido do Transplante de Órgão - A Natureza Canibalesca da Medicina Transplantista [3]:

“Enredo Frankenstein”
“Nós temos ouvido falar tudo destes procedimentos de células-tronco, como se fossem novidades maravilhosas, promovidas pela indústria de biotecnologia. Dois professores universitários que começaram a própria companhia deles para comercializar células-tronco ou tecnologia de clonagem/clones, e há pouco precisaram de alguns milhões de dólares de investimento iniciante. O enredo vai desde aí (desse começo) há cinco e dez anos, que projetaram que muitas doenças principais serão uma coisa do passado e tudo o que eles precisam é algum investimento especulativo e nesse sentido já foi mostrado interesse no mundo inteiro de muitos países.”

“Oh, e devem ser anuladas leis e sentimentos que questionam a decência desta ciência nova.”

“As células-tronco são obtidas dos fetos. Tecnologia semelhante são os fetos in-vitro, resultados da fertilização artificial ou bebês de tubo de ensaio”.

“Outra fonte é de um feto abortado“.

Segundo Barber, o enredo Frankenstein não termina simplesmente aí. São necessários cinco fetos para tratar um paciente de Parkinson ou Alzheimer provisória e temporariamente porque o tratamento não é permanente. O produto de abortos pode se tornar um componente crucial de procedimentos médicos e as razões para abortos podem ser subvertidas a interesses da biotecnologia“, da tecnologia industrial.


"Então nós poderemos ser forçados a manter só a produção de fetos abortados para continuar a tecnologia da indústria médica." (BARBER, N. 2001, p. 37).
Os danos à saúde da mulher:

Ainda, o aborto traz várias e graves conseqüências: danos à saúde das mulheres, física e psicologicamente. Mulheres que abortam podem ter problemas em gestações futuras, isso se não tiverem lesões que levaram à perda definitiva do útero. Pode ocorrer: má formação dos fetos posteriores, morte perinatal, nascimento de crianças pré-maturas, necessidade de cesarianas, são exemplos. Além disso, o feto é sensível e sofre as dores da destruição no aborto. A mulher também tem dores intensas durante o aborto e depois. Por isso o aborto já foi chamado, pela autora, de violência contra a mulher. Pouco se vê comentários sobre os prejuízos que o aborto causa à saúde da mulher. De hemorragias, perfurações e demasiada evacuação do útero, tem-se complicações graves que não são divulgadas.[4]

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Notas:

[1] COIMBRA, C. G., JUNQUEIRA, V. .B. .C. Brazilian Journal of Medical and Biological Research.. Braz J Med Biol Res, October 2003, Volume 36(10). 1409-1417. High doses of riboflavin and the elimination of dietary red meat promote the recovery of some motor functions in Parkinson's disease patients. Disponível em: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0100-879X2003001000019&lng=pt&nrm=iso

[2] CPI do Tráfico de Órgãos Humanos. Acusação de homicídio feita em 23 de junho de 2004, durante audiência pública. Notícia da Câmara de Deputados. Disponível em: http://www.camara.gov.br/internet/agencia/materias.asp?pk=52656. Acesso em: 8 de setembro de 2004. COIMBRA, Celso Galli. Réplica, que desmascara a fraude do CFM, no site www.biodireito-medicina.com.br. COIMBRA, Celso Galli. Comentários relativos às respostas encaminhadas pelo CFM à Procuradoria da República do Rio Grande do Sul aos quesitos formulados para avaliação da validade científica e ética dos critérios estabelecidos no Brasil para o diagnóstico de morte encefálica através da Resolução CFM 1.480/1997. Réplica, que desmascara a fraude do CFM. Disponível em: http://www.biodireito-medicina.com.br/website/download/morte/replica_cfm_010304.rtf


[3] BARBER, Norm. The Nasty Side of Organ Transplanting. 1a. ed. m: http://www.geocities.com/organdonate/.Copyright 2001 Norm Barber, PO Box 64, Kensington Park, South Australia, Australia, 5068, All Rights Reserved. p. 104.


[4] Aborto: danos e conseqüências. Tradução de DOMINGOS ANTONIO CAMPAGNOLO. Vida Humana Internacional, 45 S.W. 71st Ave., Miami, Flórida 33144 - USA Tel: (305) 260-0560; FAX : (305) 260-0595; E-mail: latinos@vidahumana.org - Publicado pela Associação Nacional Provida e Pró-Família com autorização de VIDA HUMANA INTERNACIONAL. Disponível em:
http://www.providafamilia.org/danos.htm. Acesso em: 11/jan/2006.


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Para saber mais sobre o assunto, leia:

Sexta-feira, 1 de Fevereiro de 2008

Luz no fim do túnel


Em meio a tantos mal entendidos, posicionamentos estranhos da CNBB, material de divulgação da Campanha da Fraternidade que deveria defender a vida fazendo justamente o contrário: defendendo o aborto, um bom Bispo agindo sozinho na luta contra a pílula abortiva, um Ministro da Saúde que ao invés de se preocupar com a saúde, se preocupa em viabilizar a morte de inocentes que ainda nem nasceram... enfim, em meio a tantos fatos que temos que ver, perplexos, tomarem nossos jornais, ainda há uma luz no fim do túnel.

Convido meus leitores a ler coisas boas agora. A começar pela entrevista concedida à ZENIT.org pela professora doutora Alice Teixeira, formada em medicina, e doutora em biologia molecular. Nesta curta, mas esclarecedora entrevista, a Dra. Alice explica os interesses escusos de certos setores da ciência no uso de embriões humanos em pesquisas, uma vez que, segundo a doutora, com a cultura de células-tronco adultas, o uso de células embrionárias é absolutamente desnecessário.

"Quem apostou na pesquisa com embriões não reconhece que perdeu a aposta." -- Dra. Alice Teixeira

  • Clique aqui para ler a entrevista da Dra. Alice Teixeira.

Depois, convido também à leitura da excelente entrevista, também concedida à ZENIT.org, pelo padre Thomas J. Euteneuer, presidente da Human Life International, uma federação de grupos pró-vida que está presente em 80 países do mundo. Alguns trechos que destaquei da entrevista do Pe. Thomas:

"Palavra e ação, isso é o que se necessita para defender as realidades sagradas da vida, o matrimônio e a família."

"Finalmente, em união com a Igreja, tenho a esperança de que este congresso seja também um chamado a bispos, sacerdotes, religiosos, religiosas e seminaristas a mobilizarem sua autoridade espiritual para defender a vida."

"Os líderes da Igreja podem e devem aceitar o desafio do Papa João Paulo II de ser 'incondicionalmente pró-vida' e a usar todos os recursos espirituais e humanos a seu alcance para defender a vida."

"A América Latina é o mais feroz campo de batalha da conspiração abortista."

  • Leia a entrevista do Pe. Thomas clicando aqui.

Outra boa-nova que eu gostaria de propagar, já pegando um "gancho" nesta última citação do Pe. Thomas, é a de que a América Latina será o campo inicial de uma Campanha Mundial que o Vaticano irá realizar no intuito de promover uma moratória contra o aborto junto às Nações Unidas.

  • Dá pra ler a notícia completa no site da Rádio Vaticana clicando aqui.

E por último, seguindo a tradição de ótimas entrevistas disponibilizadas pela ZENIT.org, recomendo a leitura da entrevista com o Prof. Dr. Daniel Serrão, que é médico português, e membro da Pontifícia Academia para a Vida. Algumas de suas citações durante a entrevista:

"A mesma energia, com a qual tantos combatem, também no Brasil, a degradação da vida natural de animais e plantas, deverá ser canalizada para a defesa da vida humana."
"(...) há que mobilizar em permanência, unir com rigor e segurança e motivar a fundo, todos os movimentos e iniciativas que estão no terreno a defender e louvar a família."
"Foi Cristo quem elevou a família à dignidade suprema de ser um sacramento. Celebrado pelo par biológico: homem e mulher. (...) Há dificuldades de celebrar este Sacramento, e existem manobras para o tornar uma banalidade nos tempos pós-modernos que estão querendo nos impor."
"O Governo governa, de fato, famílias, não governa indivíduos isolados."
"A educação para o amor, que a moral cristã propõe aos jovens, é o mais sedutor de todos os ensinamentos e deve ser apresentada assim, como uma sedução, e não numa perspectiva de proibições, culpas e castigos."
"Defendam e apóiem a Família, porque estarão a defender e a apoiar a Vida. Acabar com a Vida é acabar com o futuro da humanidade."
  • Para ler a entrevista com o Prof. Dr. Daniel Serrão, clique aqui.

Paz e Bem!

Teologia do Corpo (por Christopher West) - Artigo 4

DEUS, SEXO E BEBÊS: O QUE A IGREJA REALMENTE ENSINA SOBRE PATERNIDADE RESPONSÁVEL
Por Christopher West

Em minha experiência compartilhando os ensinamentos católicos sobre amor conjugal e sexualidade ao redor do mundo, uma coisa é certa: a confusão reina no que diz respeito ao ensinamento da Igreja sobre paternidade responsável. Talvez o principal problema seja a falha na compreensão total da diferença entre contracepção e abstinência periódica ou "planejamento familiar natural" (P.F.N.). Enquanto a contracepção nunca é compatível com uma visão autêntica de paternidade responsável, a Igreja ensina que o P.F.N. - dada a disposição adequada dos esposos - pode ser.

Como sempre é o caso, pensamentos equivocados surgem dos dois lados do espectro. A falha em distinguir entre contracepção e P.F.N. ocorre não somente entre aqueles que tendem a justificar a contracepção. Ela também ocorre entre os que pensam que qualquer tentativa de evitar ou espaçar os filhos seja um sinal de "fé fraca" ou "falta de confiança em Deus". E há outro grupo de pessoas que aceitam a licitude do P.F.N. mas defende que deve-se haver uma razão séria o bastante para usá-lo.

Um livro bem extenso deveria ser escrito para falar sobre todos os pontos e contra-pontos válidos necessários para um exaustivo tratamento dessas questões. A meta deste artigo é simplesmente esboçar algumas das questões comuns no que diz respeito à paternidade responsável, esperando trazer algum equilíbrio à discussão. Comecemos delineando a lógica interna da ética sexual da Igreja.


Amor Encarnado

João Paulo II escreveu na Familiaris Consortio que "a diferença antropológica e ao mesmo tempo moral, que existe entre a contracepção e o recurso aos ritmos temporais: trata-se de uma diferença bastante mais vasta e profunda de quanto habitualmente se possa pensar e que, em última análise, envolve duas concepções da pessoa e da sexualidade humana irredutíveis entre si"[1]. Em resumo, estas "duas concepções irredutíveis entre si" gira em torno de uma visão do amor "encarnado" contra uma visão do amor "des-encarnado".

"Amai uns aos outros como Eu vos amei" (Jo 15,12). Estas palavras de Cristo resumem o sentido da vida. Mas como é que Cristo nos ama? "Este é o meu corpo, que será entregue por vós" (Lc 22,19). O amor de Deus - uma realidade espiritual infinita - se fez carne em Jesus Cristo. Em outras palavras, o amor de Cristo é uma realidade encarnada e nós somos chamados a amar exatamente da mesma forma - com a doação sem reservas de nossos corpos.

De fato, o chamado espiritual a amar como Cristo ama está estampado bem nos nossos corpos enquanto homens e mulheres, o que João Paulo II chama de "o sentido nupcial do corpo". O sentido nupcial do corpo é "a capacidade do corpo de expressar amor: precisamente aquele amor no qual a pessoa se torna um dom e - por meio desse dom - realiza o sentido completo de seu ser e de sua existência"[2].

Homem e mulher expressam esta dádiva corporal de inúmeras maneiras. Mas, como o Santo Padre expõe, esta dádiva "se torna mais evidente quando os esposos... a trazem através daquele encontro que os tornam 'uma só carne'"[3]. E São Paulo descreve esta união em "uma só carne" como "um grande mistério" que de alguma maneira reflete, proclama e prefigura a união entre Cristo e a Igreja (cf. Ef 5,31-32).

Nenhuma dignidade ou honra maior poderia ser conferida à nossa sexualidade. Deus criou-nos homem e mulher e chamou-nos a "sermos fecundos e nos multiplicarmos" como um sinal de seu próprio mistério de amor vivificante no mundo. Além disso, se quisermos abraçar esta maravilhosa e sacramental visão da nossa sexualidade, precisamos também abraçar a responsabilidade que vem com ela.


Ética do Sinal

João Paulo II diz que nós "podemos falar sobre moral bem ou mal" no relacionamento sexual "de acordo com o quanto ele possui... ou não o caráter de verdadeiro sinal"[4]. Em resumo, nós somente precisamos fazer a seguinte pergunta: Seria um determinado comportamento, um autêntico sinal do amor divino ou não? A união sexual possui uma "linguagem profética" porque ela proclama o próprio mistério de Deus. Mas o Papa acrescenta que precisamos ser cuidadosos em distinguir entre verdadeiros e falsos profetas[5]. Se somos capazes de dizer a verdade com o corpo, também somos capazes de falar contra esta verdade.

A fim de serem "fiéis ao sinal", os esposos precisam falar como Cristo fala. Cristo dá seu corpo livremente ("Ninguém a tira de mim, mas eu a dou de mim mesmo e tenho o poder de a dar", Jo 10,18). Ele dá seu corpo sem reservas ("até o extremo os amou", Jo 13,1). Ele dá seu corpo fielmente ("Eu estarei sempre convosco", Mt 28,20). E ele dá seu corpo fecundamente ("Eu vim para que tenham vida", Jo 10,10).

É com este amor que o casal se compromete no matrimônio. De pé ante o altar, o padre ou diácono pergunta a eles: "Vocês vieram aqui livremente e sem reservas para darem-se um ao outro em casamento? Vocês prometem ser fiéis até a morte? Vocês prometem receber com amor os filhos que Deus vos der?" Então, tendo concordado em amar como Cristo ama, o casal é destinado a encarnar tal amor em sua relação sexual. Em outras palavras, a união sexual é destinada a ser o lugar onde as palavras dos votos matrimoniais "se tornam carne".

Quão saudável seria um casamento se os esposos, ao invés de encarnar seus votos, fossem regularmente infiéis aos mesmos, regularmente falando contra eles? Aqui reside a essência do mal da contracepção. O desejo de evitar uma gravidez (quando há razões suficientes para isso) não é o que corrompe o comportamento dos esposos. O que corrompe o sexo acompanhado de contracepção é a escolha específica de tornar estéril uma união potencialmente fértil. Isto torna o sinal do amor divino um "contra-sinal".

O amor divino é generoso; ele gera. E, para tornar mais simples, é por isso que Deus nos deu genitais - para capacitar os esposos a refletir em seus corpos (a "encarnar") uma versão terrena de seu amor livre, total, fiel e fecundo. Quando os esposos escolhem usar contracepção - isto é, quando eles adulteram voluntariamente o potencial criativo de sua união - eles se tornam "falsos profetas". Seu ato sexual continua "falando", mas ele nega o vivificante amor de Deus.


Amor Des-encarnado

"Pensar que estancar o livre fluxo dos meus fluidos corporais irá me impedir de amar minha esposa é ridículo". Este sentimento - raivosamente expressado em uma carta que recebi - é um bom exemplo da visão "des-encarnada" do amor, usada para justificar a contracepção. Para este homem, o amor não é revelado no corpo (e seus fluidos), mas é algo puramente espiritual.

O conselho de São João vem à mente: Cuidado com aqueles "falsos profetas" que negam a encarnação (cf. 1Jo 4,1-3). Não se engane - a conclusão lógica é que a contracepção implica a aceitação de uma visão de mundo contrária ao mistério do Amor Encarnado, ou seja, o mistério de Cristo.

Aplicando a mesma visão "des-encarnada" de amor a Cristo, o que fazer do sangue de Cristo, por nós derramado na cruz e nos dado a beber na Eucaristia? Seria, esta visão de negação do "livre fluxo dos fluidos corporais", a plena e definitiva realização do amor espiritual de Cristo por sua Igreja? Se Cristo tivesse hipoteticamente se recusado a derramar seu sangue numa suposta crucifixão, isto teria sido o suficiente? "Sem efusão de sangue não há perdão" (Hb 9,22). Similarmente, sem a efusão do sêmen, não há ato conjugal. O espírito é expressado no e através do corpo (e sim, através de seus fluidos também). Não há outra forma de expressar o espírito para nós, pessoas encarnadas. João Paulo II explica: "Como espírito encarnado, que é uma alma que expressa a si mesma em um corpo e um corpo movido por um espírito imortal, o homem é chamado a amar em sua totalidade unificada. O amor inclui o corpo humano, e o corpo é participante do amor espiritual"[6].

A relação que usa contracepção, somente pode expressar amor pela outra pessoa, se ela for uma pessoa des-encorporada. Este não é um amor pela outra pessoa condizente com a unidade entre corpo e alma desejada por Deus. Dessa forma, atacando o potencial procriativo do ato sexual, a relação que usa contracepção "falha também na tentativa de ser um ato de amor"[7].


Mantendo o Respeito pelo Amor Encarnado

Então, respeitar o "amor encarnado" significa que os casais devem ter todos os filhos que o acaso proporcionar? Não. Ao chamar os casais para um amor responsável, a Igreja os chama também para uma paternidade responsável.

O Papa Paulo VI declarou claramente que os casais devem "exercitar a paternidade responsável prudentemente e generosamente decidindo ter uma família numerosa, ou, por razões sérias e com o devido respeito à lei moral, escolhendo não ter mais filhos pelo resto da vida ou por um período indeterminado"[8]. Perceba que famílias numerosas devem resultar de uma reflexão prudente, e não do "acaso". Note que os casais devem ter sérias razões para evitar a gravidez e devem respeito à lei moral.

Supondo que um casal tenha uma séria razão para evitar um filho, o que eles devem fazer para não violar a "ética do sinal"? Em outras palavras, o que eles poderiam fazer para evitar um filho sem que se tornassem infiéis a seus votos matrimoniais? Eu estou certo de que qualquer pessoa que esteja lendo este artigo está fazendo isso neste exato momento. Eles podem abster-se de sexo. A Igreja sempre ensinou, ensina e sempre ensinará que o único método de "controle de natalidade" que respeita a linguagem do amor divino é o "auto-controle".

Surge uma nova questão: Estaria um casal invalidando de alguma forma sua união se eles se casarem sabendo que são naturalmente inférteis? Ou mesmo um casal que já tenha passado daquela idade em que a gravidez seja impossível. Eles sabem que sua união não resultará em filhos. Será que eles estariam violando "o sinal" por manterem relação sabendo disso? Esta não seria uma atitude contraceptiva? Não. Nem eles, e nem os casais que usam o P.F.N. para evitar um filho. Eles seguem sua fertilidade, se abstêm quando estão férteis e, se assim desejarem, têm relações quando estão naturalmente inférteis. (Para os leitores desinformados, eu devo acrescentar que os métodos modernos de P.F.N. têm de 98 a 99% de sucesso ao evitar gravidez quando usados corretamente. E eles nada têm a ver com o método da "tabelinha" que sua avó usava.)

As pessoas certamente irão retrucar: "Fala sério! Você é detalhista! Qual é a grande diferença entre esterilizar voluntariamente a relação sexual, e esperar até que ela esteja naturalmente infértil? O resultado final será sempre o mesmo". A estes eu respondo: Qual é a grande diferença entre um aborto espontâneo e um aborto voluntário? O resultado final é sempre o mesmo. Um, entretanto, é um "ato de Deus". E no outro o homem toma o poder da vida em suas próprias mãos e se coloca no lugar de Deus (cf. Gn 3,5).

A diferença, como já citamos João Paulo II, "é muito mais ampla e profunda do que comumente se supõe". Na verdade, a diferença é cósmica. O P.F.N. capacita o casal a manter o respeito pelo amor encarnado. Este respeito é a verdadeira razão de ser do P.F.N. A contracepção "des-encarna" o amor e, fazendo isso, "violenta a própria criação de Deus no nível da mais profunda interação entre a natureza e a pessoa"[9].


Confiando na Providência

Pois bem, o que constitui uma "razão séria" para evitar um filho? É aí que a discussão normalmente esquenta. O pensamento correto (ortodoxo) sobre o problema da paternidade responsável, como sobre qualquer problema, é uma questão de manter importantes distinções e equilibrar cuidadosamente várias verdades. Ignorar isso leva a erros nos dois extremos.

Um exemplo de tal erro é a "hiperbólica" noção de que se os casais realmente confiam na providência divina, eles jamais buscarão formas de evitar um filho. Este simplesmente não é o ensinamento da Igreja. Como Karol Wojtyla (nome de batismo de João Paulo II) observou, em alguns casos "o aumento no tamanho da família seria incompatível com o cargo de pais"[10]. Por isso, como ele também afirmou, evitar filhos "em certas circunstâncias pode ser permitido ou mesmo obrigatório"[11].

Nós estamos certos em confiar na providência divina. Mas esta importante verdade precisa estar equilibrada com outra importante verdade, se quisermos evitar o erro de um certo "providencialismo". Quando Satanás tentou Cristo a saltar do templo, ele estava certo ao dizer que Deus tomaria providências em seu benefício. Satanás estava na verdade citando as próprias Escrituras! Mas Cristo respondeu com outra verdade, também das Escrituras: "Não tentarás o Senhor teu Deus" (cf. Lc 4,9-12).

Um casal que trabalhe para sustentar seus filhos, da mesma forma, não deve tentar Deus. Hoje em dia, o conhecimento do ciclo fértil é parte da providência de Deus. Assim, os casais que responsavelmente usam este conhecimento para evitar a gravidez, estão confiando na providência de Deus. Estes casais, não menos do que os que "prudentemente e generosamente decidem ter uma família numerosa"[12] estão praticando a paternidade responsável.


Egoísmo: o Inimigo da Paternidade Responsável

É claro que, como todas as coisas boas, o P.F.N. pode ser abusado. O egoísmo, inimigo do amor, é também inimigo da paternidade responsável. Está claro nos ensinamentos da Igreja que razões insignificantes não são desculpas para se evitar filhos. E nem os esposos precisam passar por uma situação de "vida e morte" antes de fazerem uso do P.F.N.

O Vaticano II ensina que, ao determinar o tamanho da família, os pais devem "atenciosamente levar em consideração seu próprio bem-estar, bem como o de seus filhos já nascidos e daqueles que o futuro poderá trazer". Eles devem "calcular as condições materiais e espirituais, e também seu estado de vida. Finalmente, eles devem consultar os interesses do grupo familiar, da sociedade, e da própria Igreja"[13]. A respeito da questão de limitar o tamanho da família, a Humanae Vitae ensina que "motivos razoáveis para espaçar os nascimentos" podem surgir "das condições físicas ou psicológicas do marido ou da esposa, ou de circunstâncias externas"[14].

A orientação da Igreja é propositalmente ampla, tolerante. Seguindo a orientação da Igreja, eu não pretendo dizer coisas muito além disso. É o dever de cada casal aplicar estes princípios básicos em suas situações particulares. Dilemas morais são muito "fáceis" de se resolver quando outros estabelecem os limites para nós, mas, como o Vaticano II diz: "Os próprios pais, e ninguém mais, devem, em última instância, fazer este julgamento, sem perder Deus de vista"[15]. João Paulo II acrescenta que esta questão é "de particular importância para determinar... o caráter moral da 'paternidade responsável'"[16].

Por essa razão, a idéia surpreendentemente difundida de que um casal precisa obter "permissão" de um padre para evitar gravidez, não é somente falsa, mas evidencia uma séria confusão acerca da natureza da responsabilidade moral. Se um casal está em dúvida quanto às suas razões, é certamente recomendável procurar um sábio aconselhamento. Mas a Igreja coloca a responsabilidade da decisão, de forma muito justa, nos ombros do casal. Se os esposos escolhem limitar o tamanho da família, o Catecismo somente ensina que "é responsabilidade deles ter a certeza de que seu desejo não é motivado por egoísmo, mas está em conformidade com a generosidade que é apropriada à paternidade responsável"[17].

Neste ponto, há outra forma de egoísmo sutil e menos discutido que conflita com a paternidade responsável. Certa vez eu aconselhei um casal que teve vários filhos muito próximos entre si. Os pais reconheciam corretamente cada filho como uma graça divina e faziam tudo que podiam para amá-los e cuidar deles. Entretanto, a mãe, emocionalmente esgotada desde o terceiro filho, desejava um espaçamento maior entre os bebês desde então. Isto trouxe à luz que a razão pela qual eles não espaçaram seus filhos foi porque o marido egoísticamente não quis (ou não conseguia) se abster.

Aqui, o que, visto superficialmente, pode passar como uma resposta generosa ao ensinamento da Igreja, quando visto mais de perto, na verdade, demonstra uma falha na vivência do ensinamento da Igreja. O ponto é que, a fim de que a paternidade seja "responsável", a decisão de evitar a união sexual durante o período fértil ou a decisão de se entregar à união sexual durante o período fértil não pode ser motivada pelo egoísmo.


Matar ou Morrer: Uma Analogia

A seguinte analogia pode ajudar a resumir não somente a importante distinção moral entre contracepção e P.F.N., mas também a necessária atitude moral que deve acompanhar o uso responsável do P.F.N.

Nossa atitude natural para com os outros, deve ser aquela que deseja a integridade da vida e da saúde dos outros. Entretanto, as circunstâncias podem nos levar a desejar honestamente que Deus chame alguém para a Vida Eterna. Suponha que um parente idoso esteja sofrendo muito pela idade e pelas enfermidades que normalmente a acompanham. Você pode ter o nobre desejo de que ele descanse na morte. Igualmente, uma atitude natural do casal deve ser a de desejar filhos. As circunstâncias, entretanto, podem levar um casal a ter o nobre desejo de evitar uma gravidez.

No caso do parente idoso, uma coisa é sofrer junto com ele durante sua espera paciente por sua morte natural. Nesta situação não haverá nada de censurável na atitude de ser grato à Deus por sua morte, quando ela ocorrer. Mas é uma coisa completamente diferente tomar o poder da vida em suas próprias mãos e matá-la só porque você não consegue suportar seus sofrimentos.

Da mesma forma, para o casal que possui o nobre desejo de evitar a gravidez, não há nada censurável em esperar pacientemente pelo período natural de infertilidade, ou mesmo de ser grato a Deus por ter concedido que esse período de infertilidade existisse. Mas uma coisa completamente diferente é o casal tomar o poder da vida em suas próprias mãos e se fazerem artificialmente estéreis porque não conseguem suportar a abstinência.

A propósito da atitude, é também possível que o seu desejo de ver teu parente morto possa ser maldoso. Você pode ter algum tipo de ódio por ele que pode levar você a desejar sua morte. Você não pode matá-lo, no entando ele pode morrer de causas naturais. Não obstante, se você se alegrar com sua morte, isto seria censurável. De forma semelhante ao casal que usa o P.F.N. com um maldoso desejo de evitar uma gravidez. Sua alegria no período infértil seria também algo censurável, porque é motivada por uma mentalidade egoísta de rejeitar filhos.


Concluindo

Neste pequeno artigo, tentei resumir a lógica básica da ética sexual católica, com a esperança de trazer algum equilíbrio à discussão sobre a paternidade responsável.

Em contraste com a visão "desencarnada" do amor, tão disseminada no mundo, a Igreja ensina que a matéria, a carne, deve ser levada em consideração. O que fazemos com nossos corpos expressa nossas convicções mais profundas sobre nós mesmos, sobre Deus, sobre o sentido do amor, e sobre as regras do universo. Quando se leva a sério a visão sacramental do corpo proposta pela Igreja, compreendemos que a união sexual não é somente um processo biológico, mas um processo profundamente teológico - "um grande mistério que diz respeito a Cristo e à Igreja" (Ef 5,31-32).

O bem equilibrado ensinamento da Igreja a respeito da paternidade responsável é um presente divino, dado para proteger o supremo valor deste sinal. Desequilíbrios nos dois extremos devem ser evitados, se quisermos nos manter fiéis ao sinal do amor matrimonial e deixar sempre clara a proclamação do mistério divino no mundo.

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[1] Familiaris Consortio, n. 32
[2] Teologia do Corpo, 16 de janeiro de 1980
[3] Carta às Famílias, n. 12
[4] Teologia do Corpo, 27 de agosto de 1980
[5] Cf. Teologia do Corpo, 26 de janeiro de 1983
[6] Familiaris Consortio, n. 11
[7] Teologia do Corpo, 22 de agosto de 1984
[8] Humanae Vitae, n. 10
[9] Familiaris Consortio, n. 32
[10] Love & Responsability, p. 243
[11] Person & Community: Selected Essays, p. 293
[12] Humanae Vitae, n. 10
[13] Gaudium et Spes, n. 50
[14] Humanae Vitae, n. 16
[15] Gaudium et Spes, n. 50
[16] Teologia do Corpo, 01 de agosto de 1984
[17] Catecismo da Igreja Católica, §2368 (ênfase acrescentada)


Tradução e revisão: Fabrício L. Ribeiro

Quinta-feira, 31 de Janeiro de 2008

CNBB: ainda não foi desta vez

Estava bom demais pra ser verdade. Parece que ainda não foi desta vez que a CNBB resolveu assumir sua condição católica.

A nota de Dom Antônio Augusto Dias Duarte, que foi publicada e divulgada ontem no site da CNBB, como postura oficial da Comissão Para a Vida e a Família, e cujo destaque foi dado aqui, foi tirada do ar. Em seu lugar, foi colocada a mesma nota, mas com um novo preâmbulo.

O link que indicava o endereço da nota publicada ontem (http://www.cnbb.org.br/index.php?op=noticia&subop=17236), hoje já não funciona mais. Mas o texto foi reproduzido aqui no Palavras Apenas. Clique aqui para ler.

Compare os dois preâmbulos, o de ontem e o de hoje, que antecedia a Nota de Dom Antônio Duarte:

Preâmbulo da nota no dia 30/01:

Em nota assinada pelo bispo auxiliar do Rio de Janeiro, dom Antônio Augusto Dias Duarte, nesta quarta-feira, 30, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB condenou a pílula do dia seguinte, classificando-a como “moralmente inaceitável”. (...)
Preâmbulo da nota no dia 31/01:

O médico e bispo auxiliar do Rio de Janeiro, dom Antônio Augusto Dias Duarte, emitiu uma nota, nesta quarta-feira, 30, na qual afirma que a pílula do dia seguinte é abortiva e, por isso, “moralmente inaceitável”. (...)

Resumindo: ontem foi divulgada uma nota oficial da Comissão Para a Vida e a Família da CNBB. Hoje o que há é somente a nota de um bispo.

Será que foi um equívoco do webmaster do site da CNBB? Ou será que a alteração do preâmbulo foi orientada por alguma autoridade da entidade?

São perguntas que, creio, ficarão sem respostas.

O Wagner Luís também faz comentários muito pertinentes sobre o assunto em seu blog, e além disso ainda lembra um fato muito interessante: a nota da CNBB sobre a greve de fome de Dom Cappio contou com a assinatura de toda a cúpula da CNBB.

Paz e Bem!

Defendi Dom José e fui censurado

Veio parar em minha caixa postal um post de um blog que eu nem conhecia, de um tal Joel, falando o que considero asneiras, contra Dom José C. Sobrinho, Arcebispo de Olinda e Recife, por sua postura em relação à distribuição do "kit carnavalesco abortivo", com as pílulas-bombas-hormonais-do-dia-seguinte.

O autor do blog não parece ser uma pessoa muito entendida a respeito de assuntos de leis, e muito menos de moral religiosa. Mas, como o filósofo Olavo de Carvalho costuma repetir ad nauseam, no Brasil todo mundo acha que tem que dar opinião sobre tudo, não é?

Postei um comentário defendendo o ponto de vista de Dom José (e da doutrina católica), e acabamos, eu e o tal Joel, travando um pequeno e saudável debate. Saudável até o ponto em que, na minha última resposta, fui sumariamente censurado. O autor do blog alegou ofensas pessoais. Como eu não fiz ofensa nenhuma, e além disso ele resolveu me ignorar, vou colocar aqui, no meu próprio blog, a minha resposta que ele censurou, já que este aqui é o espaço que eu tenho -- aqui ninguém me censura, ok?

Em verde está a minha fala, e em vermelho, faço citações das falas do Joel.

Paz e Bem!

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Joel, você me diz:

Espero que possamos manter essa discussão de forma madura e sem sarcasmos. Não estou aqui para dar aula para ninguém, apenas respondi de forma detalhada sobre um assunto pertinente ao aborto e sua fisiologia de um modo geral. Não tenho a mínima intenção de moderar/vetar seus comentários,mas para isso, peço-lhe apenas que tratemos este “fórum” como adultos.

Minha intenção era essa (discussão madura) desde o início. Mas estranhei sinceramente sua “aula” de educação sexual. Repito: não preciso dela, e achei uma petulância sem tamanho sua tentativa de “ministrá-la”.

Gostaria de lembrá-lo que a noção de realidade da mente humana é tênue, a realidade em si é inapreensível aos sentidos e até mesmo ao intelecto humano, que trabalha com probabilidades e modelos. Somos guiados pelos nossos sentidos,raciocínio, impressões, convicções e sentimentos mas adotar “nossa” verdade como a “verdade” absoluta seria um erro.

Li certa vez uma frase que dizia “uma pessoa de bom senso é lúcida, sábia e nunca discorda de você”. Quando você diz que a pílula é abortiva, será realmente que você está certo e todos os outros estão errados? A promotoria de Recife está errada? O parecer técnico expedido está errado? Você pode realmente afirmar que os médicos, cientístas e tantos estudiosos mundo a fora estão errados embasando-se unicamente em suas convicções Fabrício?

Primeiramente, eu não estou obrigando ninguém a concordar comigo. Estou apenas fazendo um convite ao bom senso. Quem foi que disse que a ciência é dona da verdade? Quer dizer que vivemos numa ditadura científica? O que eu quero dizer é que a própria ciência não é absoluta, ou seja, há na ciência quem acredite e defenda que a pílula do dia seguinte seja abortiva, e há quem acredite e defenda que não seja*. O bom senso sempre indica o caminho do “benefício da dúvida”. Neste caso, por moral ou imoral, seria melhor escolher não utilizá-la. É uma questão de lógica.

Quanto às tuas afirmações sobre que a realidade é inapreensível, acho que você anda lendo muito Descartes. Leia um pouco de Kant. Vai te fazer bem ampliar um pouco seus horizontes. A realidade é bem palpável, amigo. Não se iluda pegando o bonde do relativismo.

Mesmo que o fosse [aborto], você deu a devida atenção ao trecho “A contracepção de emergência age ANTES disso: evita a ovulação e atrapalha a mobilidade dos espermatozóides, não permitindo que cheguem às trompas e, conseqüentemente, a fecundar o óvulo.” onde explica que fecundação não chega a acontecer?

Meu amigo, veja sua “cegueira” (acho que posso falar assim, uma vez que você se dirigiu assim a Dom José simplesmente porque ele exerceu um direito legítimo): você tem certeza de que a pílula do dia seguinte age antes da fecundação, sempre?! Mais uma vez eu lhe convido ao bom senso de dar o benefício da dúvida. Nem sempre a pílula do dia seguinte age antes da fecundação. Eu até ousaria dizer que essa hipótese só acontece na minoria dos casos, mas não direi pois não tenho números pra comprovar. A questão é que as pílulas do dia seguinte são distribuídas por aí sem nenhum critério. E como diria o Reinaldo Azevedo, são verdadeiras bombas hormonais.

Isso é não é um eufemismo e sim uma definição empregada meramente ao fato de ser uma contracepção pós ato sexual, talvez seja hora de rever alguns conceitos.

Uma contracepção pós ato sexual e, por isso, com um risco enorme de provocar uma interrupção voluntária de gravidez (outro eufemismo para “aborto”). Voluntária porque há esse risco. Basta ler a bula. Quanto ao convite para rever conceitos: sinta-se convidado para o mesmo!

Uma outra questão pra você refletir: o Ministério da Saúde fala em usar todos os recursos possíveis para evitar gravidezes indesejadas e doenças sexualmente transmissíveis. Do pondo de vista lógico-racional: você acha saudável a associação que a Prefeitura de Recife faz entre Carnaval e a “contracepção de emergência”? Você não vê, aí, um “libera geral” que pode incentivar inconscientemente ainda mais a proliferação de doenças sexualmente transmissíveis?

Paz e Bem!


* A própria bula dos fármacos vendidos como "pílula do dia seguinte" são muito claras: são abortivos, na medida em que a pessoa, ao tomar, não sabe se a fecundação do óvulo pelo espermatozóide já aconteceu ou não. O fármaco age tanto antes quanto depois da fecundação, impedindo o embrião de se instalar nas paredes do endométrio, e causando um aborto químico. Portanto, quem está mentindo? A verdade, meu amigo, só tem um lado.

Quarta-feira, 30 de Janeiro de 2008

CNBB: Nota à Imprensa

Finalmente a CNBB resolveu assumir sua catolicidade?! Demorou!

Paz e Bem!

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Comissão da CNBB afirma que pílula do dia seguinte é moralmente inaceitável
Quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Fonte: http://www.cnbb.org.br/index.php?op=noticia&subop=17236

Em nota assinada pelo bispo auxiliar do Rio de Janeiro, dom Antônio Augusto Dias Duarte, nesta quarta-feira, 30, a Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB condenou a pílula do dia seguinte, classificando-a como “moralmente inaceitável”. Médico e membro da Comissão, dom Antônio explica que a pílula do dia seguinte é abortiva. “Trata-se de um recurso usado para interceptar o desenvolvimento do concepto após uma relação sexual dita “desprotegida”, isto é, quando não foi usado um método anticoncepcional e se supõe que houve uma fecundação e o início de uma gravidez”, explica a nota.

Na nota, a Comissão manifesta também apoio ao arcebispo de Olinda e Recife que recorreu à justiça contra a decisão da Prefeitura de Olinda de distribuir a pílula do dia seguinte nos dias de carnaval. Abaixo, segue a íntegra da nota.


Nota à imprensa

A intervenção do Arcebispo de Recife e Olinda, Dom José Cardoso Sobrinho, na questão da distribuição da pílula do dia seguinte pelo poder público no âmbito de sua Arquidiocese tem suscitado uma polêmica em nível nacional, e merece um adequado esclarecimento.

Em primeiro lugar, qualquer tipo de pílula anticoncepcional é um fármaco, que pode ter efeitos colaterais prejudiciais ao organismo da mulher, e seu uso deve ser acompanhado com adequados critérios clínicos, e mediante receita médica.

Dentre os anticoncepcionais, a assim chamada pílula do dia seguinte – também denominada contracepção de emergência – apresenta o agravante de ser abortiva. De fato, trata-se de um recurso usado para interceptar o desenvolvimento do concepto após uma relação sexual dita “desprotegida”, isto é, quando não foi usado um método anticoncepcional e se supõe que houve uma fecundação e o início de uma gravidez.

Para interceptar o concepto, essa pílula deveria ser ingerida dentro das primeiras 72 horas após a relação sexual que se presume tenha sido durante o período fértil da mulher e que tenha ocorrido a fecundação.

Na composição dessa pílula estão presentes os hormônios femininos estrogênio e progesterona em altas doses, segundo o protocolo de Iuzpe, e eles têm a função de alterar as fases do desenvolvimento da parede uterina (endométrio), impedindo assim a nidação (ou seja, a fixação no útero materno) da pessoa recém-concebida. O uso desses hormônios em alta dose pode acarretar sérias complicações à saúde da mulher, como os tromboembolismos. Além disso, sua ingestão nas primeiras 72 horas após a concepção provoca, na verdade, um aborto químico, tão gravemente imoral quanto o aborto cirúrgico. Por tudo isso, o uso da pílula do dia seguinte é moralmente inaceitável, ainda mais quando sua distribuição é feita de maneira indiscriminada e com o uso do dinheiro público.

Dom José Cardoso Sobrinho é movido por zelo pastoral e por fundamentadas motivações éticas, e sua iniciativa merece todo o nosso apoio.

Brasília – DF, 30 de janeiro de 2008.

Dom Antonio Augusto Dias Duarte
Médico, Bispo Auxiliar do Rio de Janeiro e membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família, da CNBB

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UPDATE - 31/jan/2008 às 11:09:

CNBB: ainda não foi desta vez

Paz e Bem!

Uma história "diferente"

Se estiver a fim de conhecer uma história um pouco "diferente" das que andam sendo veiculadas na mídia; se quiser conhecer um conceito "diferente" de heroísmo e de coragem; se quiser, clique aqui e leia a história de Lorraine Allard, no blog 'Contra o Aborto'.

Paz e Bem!

A Igreja não se esquece de ninguém

Parece que foi ontem. O Papa Bento XVI falou sobre o divórcio, que é uma verdadeira "praga" para a família e para o casamento enquanto instituição sagrada, e houve polêmicas e mais polêmicas, inclusive com a mídia anti-católica espalhando o mal entendido aos quatro ventos, tentando voltar os divorciados re-casados contra a Igreja Católica.

Essa tática é muito utilizada pelos inimigos da Igreja. Recentemente ela voltou a ser utilizada pelo Ministro da Dengue, José Gomes Temporão, ao comentar a atitude do Arcebispo de Recife e Olinda, Dom José Cardoso Sobrinho, de recorrer à Justiça para tentar impedir a distribuição de "pílula do dia seguinte" durante o carnaval (saiba mais aqui). O Ministro disse:

"É uma questão de saúde pública, não uma questão religiosa. Lamentavelmente a Igreja, cada vez mais, se afasta dos jovens com esse tipo de postura."

Quem lê ou ouve o Ministro dizendo isso, é capaz até de acreditar que ele realmente está preocupado com o afastamento entre os jovens e a Igreja Católica. Mas a verdadeira questão é que ele não é porta-voz dos jovens.

Mas voltando à questão dos divorciados, para lembrar que a Igreja não se esquece de ninguém, publico notícia da Agência ZENIT.org, relatando as explanações do Cardeal Arcebispo de Milão Dionigi Tettamanzi, falando especificamente sobre como a Igreja verdadeiramente aborda os casais nesta situação.

Vale a pena ler:

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Cardeal Tettamanzi aos divorciados: «A Igreja não vos esqueceu»

Exorta-os a participar na missa e na caridade

MILÃO, terça-feira, 22 de janeiro de 2008 (ZENIT.org).- Não poder comungar não significa ficar excluído da Igreja, explica o arcebispo de Milão, o cardeal Dionigi Tettamanzi.

Ele o esclarece na carta pastoral «O Senhor está perto de quem tem o coração ferido», dirigida a pessoas que se divorciaram e que vivem uma nova união.

«A impossibilidade de aproximar-se da comunhão eucarística para os casados que vivem estavelmente uma segunda união», observa, não implica um juízo sobre a «relação que une os divorciados que voltaram a se casar».

«O fato de que com freqüência estas relações sejam vividas com senso de responsabilidade e com amor no casal e para com os filhos é uma realidade que a Igreja e seus pastores levam em consideração», reconhece.

«É um erro considerar que a norma que regulamenta o acesso à comunhão eucarística signifique que os cônjuges divorciados que voltam a se casar estejam excluídos de uma vida de fé e de caridade, vividas dentro da comunhão eclesial.»

Certamente, «a vida cristã tem seu cume na plena participação da Eucaristia, mas não se reduz só a seu cume».

Por este motivo, o purpurado italiano pede aos divorciados que voltam a se casar que «participem com fé da missa», ainda que não possam comungar, pois «a riqueza da vida da comunidade eclesial continua à disposição de quem não pode aproximar-se da santa comunhão».

E assegura que a Igreja espera destas pessoas «uma presença ativa e uma disponibilidade para servir quem tem necessidade de sua ajuda», começando pela tarefa educativa que como pais têm de desempenhar com as famílias de origem.

O cardeal afirma que escreve a carta para «estabelecer um diálogo», «para tentar escutar algo de vossa vida cotidiana, para deixar-me interpelar por algumas de vossas perguntas».

«A Igreja não vos esqueceu e não vos rejeita nem vos considera indignos», escreve. «Para a Igreja e para mim, como bispo, sois irmãos e irmãs amados».

Quando se rompe um matrimônio, segundo o cardeal, não sofrem só os interessados, mas a Igreja também sofre: «Por que o Senhor permite que se rompa o vínculo que constitui o grande sinal de seu amor total, fiel e inquebrantável?».

«Quando se rompe este laço, a Igreja, em certo sentido, se empobrece, fica privada de um sinal luminoso que devia ser motivo de alegria e consolo», conclui.

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Paz e Bem!

Terça-feira, 29 de Janeiro de 2008

A Importância de que Haja Médicos Católicos

A revista científica "The Lancet" reivindicou junto à Igreja o reconhecimento dos anticoncepcionais orais e pedindo sua distribuição entre as mulheres, argumentando que um suposto estudo havia indicado a ação destes fármacos contra o câncer de ovários.

Graças a Deus, que é o Sumo Bem, existem médicos católicos, que prezam pelo bem-estar e pela saúde das mulheres e de toda a sociedade. O presidente da Federação Internacional de Associações de Médicos Católicos - F.I.A.M.C., emitiu um comunicado esclarecendo que a publicação científica não foi "nada científica" nos seus métodos.

A F.I.A.M.C. não desmentiu, simplesmente, o suposto estudo. A F.I.A.M.C. foi mais além, e recordou que a Agência Internacional de Pesquisa do Câncer, da O.M.S., publicou em 2005 a constatação de que os anticoncepcionais orais combinados são possíveis cancerígenos!

«Como resultado dos efeitos secundários destes fármacos, inclusive o câncer, temos de dizer que neste caso ‘The Lancet’ e a mídia, ao reproduzir seu chamado, foram claramente irresponsáveis» [Dr. Josep Maria Simon Castellví, presidente da F.I.A.M.C.]

A agência católica de notícias ZENIT dá mais detalhes sobre o fato.

E nesta sexta-feira, o assunto do artigo de Christopher West sobre a Teologia do Corpo será exatamente a mentalidade contraceptiva e a paternidade responsável do ponto de vista da moral cristã. Não percam!

Segunda-feira, 28 de Janeiro de 2008

Notícias da Semana

  • Prefeitura de Olinda diz que vai distribuir pílulas abortivas (as famosas "pílulas do dia seguinte") durante o carnaval.
  • Arcebispo de Recife e Olinda, Dom José Cardoso Sobrinho, além de ter recorrido à justiça contra a decisão da prefeitura, anunciou que os católicos que tomarem a pílula serão excomungados, como manda a lei canônica.
  • A mídia e o Ministro da Saúde - ou seria da febre amarela? - criticam "a atitude da Arquidiocese", numa clara tentativa de jogar os fiéis católicos contra o arcebispo, mas ignoram solenemente o singelo fato de que o arcebispo apenas está fazendo se cumprir uma lei eclesiástica e - por quê não dizer? - a própria lei brasileira, pela qual o aborto é proibido.
  • A CNBB deixa bem claro que não apóia a causa de Dom José.
Será que a atitude de Dom José é "cristã demais" pra CNBB? Qual será a atitude mais condizente com a realidade de um bispo católico?

Mais sobre o assunto:

CNBB ainda não apóia combate à pílula abortiva [O Possível e O Extraordinário]

Carta aberta do Veritatis Splendor a Dom José C. Sobrinho [Veritatis Splendor]

'Palavras Apenas' tem um padrinho

No dia 26/01/2008, o Frei Antônio Carlos Marchione, ofm, aceitou o convite para ser padrinho e diretor espiritual do projeto 'Palavras Apenas'.

Frei Antônio Carlos Marchione, popularmente conhecido apenas como "Frei Carlos", foi meu formador no breve tempo em que fui aspirante na Custódia Franciscana do Sagrado Coração de Jesus. Atualmente ele é pároco na Paróquia São Judas Tadeu, de Franca, SP, e tem um carinho muito especial pela Sagrada Liturgia.

Seja muito bem-vindo, Frei Carlos! E que, com a tua orientação e tua bênção, o 'Palavras Apenas' seja para as famílias católicas um dos muitos canais de conhecimento e fidelidade à Fé Católica na internet brasileira.

Paz e Bem!